Educomunicando

#partiucomunicar : Inglaterra 2014!

“Nesta quinta se inicia mais uma Copa. Londres ferve de expectativas ainda nos preparos da grande abertura, que contará com a presença da família real.”

Essa é uma nota que você provavelmente não vai ver esta semana, mas poderia.

Correm rumores que o reboliço mundial devido as mobilizações do povo brasileiro em relação a Copa foi tamanho, que o medo de que o Brasil não estivesse pronto para  comportá-la fez com que a Inglaterra, já em meados de 2013, se oferecesse oficialmente à Fifa para sediar a copa 2014, caso a estrutura montada aqui não cumprisse os pré-requisitos.

Que o padrão FIFA de qualidade exigiria grandes investimentos e tempo extra de preparação isso todo mundo já sabe. Mas a verdade que muitos não falem é que muito do investimento necessário tem como base a iniciativa privada. Inclusive da própria FIFA.

A estimativa inicial, para termos ideia, é de que os gastos por parte do governo chegassem na faixa dos 20 a 30  bilhões, que juntamente com os investimentos de terceiros totalizariam um orçamento de quase 200 bilhões.

Muitos brasileiros ainda assim bombardeiam os governantes sobre os gastos com o evento, que seria o grande culpado dos rombos orçamentários com os quais, infelizmente, nosso país sempre conviveu. Então como na atual conjuntura gastar tanto com estádio seria útil?

Mas muita calma nessa hora, estádios? Sim, mas não somente. O padrão exigido para o evento faz necessário toda uma estruturação da região dos jogos para que o fluxo de turistas seja comportado adequadamente, como vias públicas por exemplo.

Logo a verba deveria ser distribuída não só nas construções dos tais 12 estádios supermodernos, mas também em áreas de transporte, cultura, e claro, aliás, principalmente, segurança. Tornando as cidades mais estruturadas com resultado duradouro para os cidadãos.

Além do que, juntamente com as vagas criadas indiretamente, por exemplo graças ao turismo em suas diversas formas geradas com a participação no evento, mesmo após os jogos, a quantidade de trabalhos gerados para a população local é quase imensurável.

Um evento deste porte transcende a esfera esportiva, dando visibilidade econômica e política para um país. Exaltando o que deveria ser o fervor e o sorriso vibrante e receptivo de nosso povo.

Apesar de tais fatores, o brasileiro, que já nasce apaixonado pelo futebol, finalmente desmerece seu berço, e luta contra a Copa 2014.

Afinal o gigante acordou, mais uma vez, tarde demais.

COPA 2014

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